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Blog de Sérgio C.Sampaio
 


Re: Carta

Oi tio Sergio, falei com a Simone, ela te mandou um beijão. Ela está super
bem e o filhotinho dela também, beijão estou com saudades.....
Tatieh



Escrito por Sérgio C.Sampaio às 20h21
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Re: Carta

Oi tio Sergio, falei com a Simone, ela te mandou um beijão. Ela está super
bem e o filhotinho dela também, beijão estou com saudades.....
Tatieh



Escrito por Sérgio C.Sampaio às 20h20
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Sílvia desceu a escada e o som de sua voz evocava o meu nome. Eu estava no meu labor diário, concentrado em meus afazeres apesar de ainda púbere, mas esse era o meu pago para residir na Casa. Toda a sujeira da noite anterior assentava para fora, e mundificando todo o bar, cadeiras e mesas para essa noite.

                   — Vamos petiz! O sol já esta bem alto, e ele nos espera! — Disse Sílvia, vestindo suas luvas.

                   — Mais um minuto e finalizo meu labor. — Disse eu, terminando de assentar as últimas cadeiras em seus lugares.

                   Sílvia parecia diferente vestindo roupas de dama normal, como essas que andam pelas ruas e casas de moda, desejando serem bonitas e invejadas. Ela teria mais de trinta anos, segundo cálculos de minha tia, mas aparentava bem menos, e não haveria quem não a invejasse. Com seus cabelos negros, que ora estavam presos, levemente ondulados, lembravam o mar em uma noite escura, seu chapéu de abas pequenas, trazendo flores silvestres que enfeitavam um dos lados do chapéu. Seu corpo alto e esguio, de pele branca, tão macia como a casca de pêssego molhada pelo orvalho da manhã. Vendo-a tão bela e irradiante, lembrei do primeiro dia em que ela apareceu na Casa.

                   Chegou repentinamente, igual ao vento noroeste, avassaladora, e a alegria de minha tia foi muito grande, que eu pude testificar brilhos de lágrimas que refletiam dos abajures acesos. Eu fui a primeira pessoa a ser apresentada à Sílvia, mas para meu constrangimento de iniciante, ela conhecia a maioria das meninas que moravam na Casa. Com muita ledice, vários beijos e risadas, foi saudando a todas. Ajudaram-na com suas malas e subiram para mostrar o quarto onde Sílvia deveria se alojar. Estático por presenciar tamanha alegria no recebimento de Sílvia, a inveja penetrou em meu coração, e pensei: Não houve uma tal recepção em minha chegada. Na verdade, não lembro muito bem quando vim morar na Casa. As lembranças que guardo são entre os meus seis ou sete anos, e já morava na Casa há algum tempo

Escrito por Sérgio C.Sampaio às 13h43
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